Sistema de delivery é solução para bares e restaurantes na crise do Coronavírus

Especialmente no setor de alimentação fora de casa, as vendas por sistema de delivery no Brasil vem aumentando gradativamente já há alguns anos. Esse crescimento é consequência do maior número de aplicativos de entrega disponíveis, combinadas a um aumento no volume de smartphones e na oferta crescente de opções de lazer e entretenimento dentro de casa. 

Entretanto, nos últimos meses, as orientações de isolamento social impostas pela crise do coronavírus alavancaram ainda mais o setor. Entre as pessoas que estão em quarentena, pedir alimentos ou refeições em casa tem sido o caminho escolhido para evitar idas a supermercados e restaurante. 

Segundo estudo da CVA Solutions, realizado no mês de maio em 12 regiões metropolitanas do Brasil, 43% dos consumidores aumentaram os gastos com delivery digital. Em Refeições, 42% dos clientes aumentaram as solicitações de marmitas e houve aumento de 5% de novos clientes.

Com isso, mesmo em estados e cidades onde o poder público não restringiu a abertura dos estabelecimentos, o movimento nos salões de bares e restaurantes diminuiu significativamente.

Reinventando o Food Service

O setor de alimentação fora do lar tem sido um dos segmentos mais impactados pela pandemia. De acordo com dados da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), o faturamento das empresas do país chegou a cair até 70% nos primeiros meses da crise.

A queda nas vendas presenciais, porém, veio junto a um aumento nas vendas para delivery. Em entrevista para o Huffpost Brasil, o aplicativo de entregas Rappi afirmou que registrou um aumento de 30% no número de pedidos, logo no primeiro mês da quarentena.

Este cenário obrigou muitas empresários a se reinventaram. Até negócios que ainda não tinham a venda para entrega como estratégia, encontraram no delivery uma solução para minimizar os impactos da crise. 

Com isso, bares restaurantes, lanchonetes e mercados estão investindo em sistema de delivery para tentar equilibrar os impactos financeiros. E apesar dos desafios de implantar uma nova logística de vendas — que envolve entregadores, embalagens, adaptações na gestão da cozinha…) —, o formato já está se mostrando eficiente para equilibrar os impactos financeiros

Criatividade nos modelos

A criatividade tem sido um ponto fundamental no planejamento do sistema de delivery e existem alternativas adequadas para quase todo perfil de restaurante. 

Enquanto alguns optam pelo tradicional, entregando o produto ou prato já pronto para o consumo, outros apostam em vender versões de pratos congelados, kit de ingredientes ou alimentos pré-cozidos para que o cliente finalize o preparo em casa. 

E além do delivery, outros modelos de venda como o drive-thru e o takeaway (retirar no local) também estão ganhando espaço. Vale avaliar a logística, infraestrutura e investimento que fazem mais sentido para cada negócio. 

Aplicativos de entrega: taxas e concorrência

Com o aumento de estabelecimentos vendendo para delivery, uma queixa comum feita por empresas já familiarizadas com os grandes aplicativos tem ganhado voz: as taxas cobradas são muito altas, podendo chegar a 27% do valor do produto. 

Assim, ainda que o restaurante consiga manter o volume de vendas que tinha no atendimento presencial, a margem de faturamento cai significativamente. 

Outro ponto de desvantagem apontado frequentemente por empresários que usam os Apps é a concorrência alta. Isso faz com que negócios cadastrados na plataforma passem semanas sem ter nenhum pedido registrado.

Por conta disso, é importante também avaliar com cuidado a plataforma escolhida para as vendas. Em muitos casos, o investimento em um sistema de cardápio online ou aplicativo próprio aliado a uma ação de divulgação traz mais resultados

Segurança do Delivery

Não há dúvidas de que, mesmo sem abrir as portas e salões, o momento requer cuidados especiais por parte dos estabelecimentos. 

A situação atual tem feito muita gente se perguntar se os pedidos por delivery são realmente seguros. A notícia boa é que, segundo a autoridade sanitária européia EFSA (European Food Safety Authority), não há nenhuma evidência de que os alimentos podem ser fontes ou rotas de transmissão do vírus. 

Sendo assim, desde que sejam tomados todos os cuidados com o preparo e a entrega por parte do restaurante e entregador, e as embalagens sejam devidamente higienizadas pelo consumidor, o delivery é um alternativa mais segura do que a ida ao restaurante ou supermercado. 

O Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) desenvolveu um material para orientar empresas sobre os procedimentos de segurança para evitar contágios pelo delivery. Você pode acessar o documento clicando aqui

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